Analisamos as recentes mudanças nas políticas fiscais de criptomoedas na União Europeia, Israel, Hong Kong e outras regiões, revelando como essas direções regulatórias impactam os custos de conformidade dos investidores e a alocação de ativos, além de examinar as razões macroeconômicas que limitam o preço do Bitcoin. Leia a seguir para acompanhar as dinâmicas regulatórias e aprimorar sua gestão de risco.
Novas Tendências nas Políticas Fiscais Globais para Criptomoedas

Em fevereiro, a Câmara Baixa do Parlamento holandês apresentou um projeto de lei que visa tributar investimentos de poupança e liquidez (incluindo ativos cripto) com um imposto de 36 % sobre ganhos de capital ainda não realizados. A proposta recebeu apoio de 93 dos 150 parlamentares, mas também gerou críticas intensas, com temores de fuga de capitais. Com a formação de um novo gabinete, o governo da Holanda afirmou que reavaliará a medida e pretende discutir o assunto com o Senado e outras comissões parlamentares. Como declarou um porta‑voz do gabinete: “A lei de retorno real está sob amplo questionamento e precisamos revisá‑la.”
No Israel, a reforma tributária para cripto também está em fase de preparação. Uma campanha de lobby iniciada pelo Fórum Israelense de Cripto, Blockchain e Web 3.0 apontou que o público em geral deseja uma regulação mais flexível para stablecoins e ativos tokenizados, além de processos de compliance simplificados. O coordenador do fórum, Nir Hirshmann‑Rub, revelou que nos últimos cinco anos mais de 25 % dos residentes israelenses realizaram operações com cripto, e que ainda hoje mais de 20 % mantêm ativos digitais.
Em Hong Kong, o Secretário de Finanças, Paul Chan, anunciou a incorporação ao “Ordinance Fiscal” do quadro de reporte de ativos cripto (CARF) desenvolvido pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), alinhando‑se ao padrão global de troca de informações fiscais sobre cripto. O regime exigirá que provedores de serviços cripto informem às autoridades fiscais as transações de seus usuários, com o objetivo de coibir a evasão fiscal transfronteiriça.
O Vietnã propôs um projeto de lei tributário para transações com cripto: enquanto o IVA padrão será isento para transferências de criptomoedas, movimentações realizadas por intermediários licenciados estarão sujeitas a um imposto de renda pessoal de 0,1 % sobre o valor da operação.
A situação na Índia permanece estável. Apesar da imposição de uma alíquota fixa de 30 % sobre ganhos de cripto, sem possibilidade de compensar perdas, o clamor por reforma tributária ainda não obteve resposta. O orçamento de 2026 não trouxe alterações nas regras fiscais para cripto, mantendo o cenário de incerteza quanto a futuras mudanças.
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Número de Caixas‑Eletrônicos de Criptomoedas Recupera‑se Próximo a 40 mil Unidades
Dados recentes do Coin ATM Radar mostram que, após a correção de mercado em 2022, o total global de caixas‑eletrônicos de criptomoedas aumentou 290 unidades em fevereiro de 2023, atingindo quase 40 000 máquinas e quase retornando ao patamar de 2021. Nos últimos anos, o número desses terminais oscilou, com a queda de 2022 provocando uma contração significativa do total.
Os reguladores mantêm alta vigilância sobre os riscos de lavagem de dinheiro e fraudes associados a esses equipamentos, e alguns países já emitiram alertas específicos. Diante de um ambiente regulatório cada vez mais rigoroso, as empresas também têm adotado medidas proativas. Por exemplo, a maior operadora de ATMs de Bitcoin dos EUA, a Bitcoin Depot, implementou em fevereiro funcionalidades de verificação de identidade em todas as suas máquinas distribuídas nacionalmente, atendendo às exigências regulatórias e reduzindo o risco de não‑conformidade.
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Preço do Bitcoin Pressionado por Múltiplos Fatores, Ainda Não Ultrapassa US$70.000
O Bitcoin tem encontrado resistência em sua trajetória recente, permanecendo abaixo de US$70.000 (≈ R$385.000) ao longo de fevereiro, sem alcançar a quebra esperada da barreira psicológica.

Analistas apontam que os fatores que comprimem o Bitcoin têm origem macroeconômica. O “CLARITY Act” dos EUA tem avançado lentamente no estabelecimento de um marco regulatório para cripto; legisladores ainda não chegaram a um consenso sobre cláusulas éticas e possíveis mecanismos de resgate. Além disso, grupos de lobby da indústria cripto e do setor financeiro tradicional exibem divergências marcantes quanto às taxas de rendimento das stablecoins. O membro do Conselho do Federal Reserve, Chris Waller, expressou frustração: “A demora na aprovação do CLARITY Act deixa o mercado desanimado.”
Políticas tarifárias também exercem efeito negativo sobre o Bitcoin. A Suprema Corte dos EUA declarou inválidas as tarifas impostas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 (IEEPA). Em seguida, Trump recorreu à Lei de Comércio de 1974 para elevar as tarifas globais em 10 %.

Especialistas do setor cripto consideram as tarifas como o principal fator de impacto no preço do Bitcoin no último ano. Cory Klippsten, CEO da Swan, afirmou: “As tarifas têm arrastado o risco geral dos ativos, especialmente o Bitcoin, cuja incerteza se tornou ainda mais pronunciada.”
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Desinflação no Japão e Contexto Político: Possíveis Repercussões no Mercado
A inflação japonesa caiu abaixo de 2 % em fevereiro, marcando o nível mais baixo dos últimos três anos e ficando atrás da taxa de inflação dos EUA.

Nesse cenário, a primeira‑ministra Kishida (高市早苗) anunciou a realização de eleições antecipadas, com o objetivo de reconquistar a maioria no Parlamento para o Partido Liberal‑Democrata (LDP). O pleito resultou em 316 cadeiras na Câmara Baixa, garantindo ao LDP a maioria em duas fases. O mercado de ações japonês reagiu positivamente, com o índice Nikkei 225 subindo cerca de 10 % no mês e registrando um impulso claro após o encerramento da votação em 9 de fevereiro.
Alguns analistas acreditam que as políticas econômicas japonesas podem exercer pressão de curto prazo sobre o Bitcoin. A XWIN Research Japan destacou que o Bitcoin costuma apresentar correlação positiva com o mercado acionário dos EUA; ao tornar os títulos japoneses mais atrativos, o fluxo de capital que normalmente alimenta os ETFs americanos pode desacelerar, afetando indiretamente a demanda por Bitcoin.
Paralelamente, Warren Buffett revelou que sua holding continuará a aumentar a participação em grandes conglomerados comerciais japoneses, incluindo ITOCHU, Marubeni, Mitsubishi, Mitsui e Sumitomo – as cinco maiores “sogo shosha”.
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Conclusão
Em síntese, as alterações nas políticas fiscais globais, o endurecimento regulatório e os fatores macroeconômicos observados em fevereiro convergiram para impedir que o Bitcoin ultrapasse a marca de US$70.000 (≈ R$385.000). Ao mesmo tempo, a retomada no número de caixas‑eletrônicos de cripto demonstra que o setor ainda mantém vigor mesmo sob pressão de conformidade. O futuro será moldado pelos rumos das reformas tributárias, pelas possíveis mudanças nas tarifas comerciais e pela trajetória inflacionária das principais economias, que continuarão a ser variáveis decisivas para o mercado de ativos digitais.
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Nota de Localização
- Formas de pagamento aceitas: PIX (instantâneo 24 h), TED, pagamentos em reais (BRL).
- Procedimento de verificação (KYC): CPF + RG ou CNH.
- Conversão de valores: Sempre que houver referência a dólares (USD), o valor equivalente em reais (BRL) foi inserido entre parênteses usando a taxa aproximada 1 USD ≈ 5,5 BRL.
- Impostos no Brasil: Ganhos provenientes de negociação de criptomoedas devem ser declarados à Receita Federal. Operações que gerem receitas superiores a R$35.000 por mês são tributáveis, com alíquotas variando entre 15 % e 22,5 % conforme a faixa de renda.
*(Esta nota tem caráter informativo e não constitui aconselhamento de investimento.)*
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